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Suzantur vai desobedecer decreto da Prefeitura e não ficará mais 90 dias

Suzantur vai desobedecer decreto da Prefeitura e não ficará mais 90 dias

Folha S. Carlos  e Região

 

O diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, informou nesta segunda-feira (8) em uma coletiva de imprensa que a empresa não vai obedecer ao decreto publicado no último sábado (6) pela Prefeitura, que determinou o prazo de serviço da empresa de transporte por mais 90 dias.  A Suzantur alegou não ter condição financeira para operar no município.

A empresa está disposta a cumprir o que prometeu na semana passada, que vai operar até o dia 26 de janeiro.

“A empresa não tem condições de continuar. Não temos dinheiro, tive de emprestar dinheiro no banco para pagar os funcionários esse mês. Vamos parar porque não tenho mais condições de tocar a empresa em frente”, declarou o diretor Claudinei Brogliato, ao lado do advogado da empresa Luis Donizeti Luppi e do diretor do sindicato de funcionários do transporte urbano, Amador Bandeira.

 

Brogliato sustentou que para viabilizar a continuação da empresa seria necessário ela lucrar quase R$ 1 milhão que fatura atualmente-  cerca de R$ 3,5 milhões. Outra justificativa defendida é a falta de pagamento do subsídio mensal de R$ 797 mil que a Justiça suspendeu em novembro do ano passado. Ele afirmou que a Prefeitura deve R$ 9 milhões em subsídio.

 

Atualmente 460 funcionários trabalham na Suzantur e o temor é de desemprego. O advogado da categoria Amador Bandeira disse que a Prefeitura espera a empresa parar para colocar outra e a medida causa apreensão nos colaboradores.  Ele confidenciou que funcionários saíram da empresa,  pois sabiam que um hora ou outra iria acontecer isso.

 

A Suzantur opera na cidade em caráter emergencial desde agosto do ano passado, recurso usado pela Prefeitura para dar  conforto administração preparar um edital definitivo. 

 

O edital foi publicado em setembro e revogado em outubro por apontamentos do Tribunal de Contas do Estado. Um novo edital foi publicado em novembro, mas também foi suspenso. Hoje, a atual empresa de ônibus está sem contrato, depois que o Tribunal de Contas entendeu que a contratação emergencial foi feita de forma irregular e por isso, o contrato não foi prorrogado.

 

A Prefeitura informou em nota que está realizando a readequação do edital relativo ao certame licitatório definitivo, o qual deve ser publicado nesta semana, porém havendo necessidade, poderá também realizar a abertura de procedimento administrativo de contratação emergencial direta.

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