Polícia

"Princesinha do crime" pode ser condenada por mais um furto em residência

São Carlos Agora

 

 

Maria Angélica de Macedo da Silva, de 25 anos, que ficou conhecida nos meios policiais por ser acusada de comandar uma quadrilha especializada em praticar furtos em residências, participará de mais uma audiência no Fórum Criminal de São Carlos, às 14h30 desta terça-feira (5). Desta vez sobre outro crime de furto que ela teria praticado no Jardim Brasil, no dia 21 de Setembro. Também é réu no processo Everaldo Luiz Cesar Junior, que completa 25 anos nesta segunda-feira (4). As investigações foram realizadas pelo 1º e 4º Distritos Policiais, na Vila Nery.

 

Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), Maria Angélica alugou um Peugeot 3008 e juntamente com uma pessoa ainda não identificada seguiu para o Jardim Brasil, e na rua Jesuíno de Arruda passou a procurar por casas a qual pudessem invadir, porém sem sucesso.

 

Depois teriam rumado para uma rua próxima a bordo do veículo e acabaram encontrando a casa de um empresário de 41 anos que havia saído às 7h para trabalhar. Do imóvel foram furtados televisores, notebook, videogames, joias e celulares.

 

A vítima retornou por volta das 10h45 e encontrou a casa com os dois portões da frente arrombados, bem como a porta.

 

De acordo com a denúncia, todo o material foi colocado no Peugeot por Maria Angelica e a outra pessoa. Câmeras de segurança registraram a presença do veículo.

 

Através do sistema de rastreamento do carro os investigadores descobriram que Maria Angélica se dirigiu para a rua Coriolano José Gibertoni, Jardim Gibertoni, onde parte dos objetos teriam sido deixados. A casa pertence a avó de Everaldo.

 

Os bens teriam sido anunciados na Feira do Rolo por Everaldo e Maria Angélica.

 

Segundo O MP, Maria Angelica deixou o local, ficando em posse de parte objetos furtados, que teriam sido depositados na casa Dayane Cristina Alves, no Santa Felícia, que alega não saber que tais objetos eram furtados.

 

Já Everaldo, ao descobrir que a Polícia estava a sua procura teria escondido os produtos em um terreno no Jardim Nova São Carlos.

 

Maria Angelica segue presa na penitenciária feminina de Guariba, enquanto Everaldo está no Centro de Ressocialização (CR) de Araraquara. Dayane segue em liberdade.

 

VERSÃO DE EVERALDO

 

Ao saber que estava sendo procurado pela Justiça, Everaldo resolveu se apresentar à polícia na companhia da advogada. Em seu depoimento ele negou ter participado do furto à residência no Jardim Brasil. Disse que conheceu Maria Angelica através da Feira do Rolo na internet e resolveu comprar dela um televisor de 60 polegadas, outro de 42 polegadas, alguns relógios de pulso, dois videogames, jogos eletrônicos e uma corretinha de ouro. Que pagou pelos objetos o valor de R$ 2 mil. Para o transporte usou o carro da avó, inclusive dois relógios furtados foram encontrados no veículo.

 

Everaldo alegou que quando descobriu que os objetos eram furtados resolveu abandoná-los em terrenos baldios no bairro Azulville e Jardim Dona Francisca, região onde mora.

 

Em diligências nestes locais a Polícia Militar apreendeu os televisores, vídeo games e jogos eletrônicos furtados da casa no Jardim Brasil.

 

CONDENAÇÃO

 

Em janeiro, Maria Angelica já havia sido condenada a nove meses de prisão no regime semiaberto pelo crime de tentativa de furto. Ela tentou invadir uma casa na rua Campos Sales, no Centro.

 

Ao chegar para almoçar com a esposa, o dentista de 51 anos, encontrou uma Zafira, preta, estacionada em frente a sua casa. Ao entrar na residência, o casal percebeu que havia um rapaz perto do portão e também a presença de Maria Angélica que ao ser questionada, disse estar procurando um endereço, que tinha entrado na casa errada. Ao entrar, os moradores encontraram o portão e porta arrombados, porém não notaram o furto de nenhum objeto.

 

O dentista e a esposa foram até o 1º Distrito Policial prestar queixa e lá detalharam as características dos suspeitos.

 

Os investigadores, então, saíram à procura dos acusados e na avenida Araraquara, no bairro São João Batista se depararam com a Zafira que era conduzida por Maria Angélica, que tinha na sua companhia um gesseiro de 18 anos e uma adolescente de 17. O veículo teria sido alugado por ela.

 

Depois, os policiais civis fizeram diligências e apreenderam em residências que seriam de pessoas ligadas a acusada dezenas de jóias, relógios, rádios, câmeras fotográficas, pendrives e outros objetos que podem ser produtos de furto e roubo. Em um destes locais, uma jovem confessou que os objetos tinham sido deixados por Maria Angélica, que é suspeita de ter cometido outros crimes na cidade.

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