Cidade

Campanha de combate ao abuso e violência infantojuvenil é lançada pela Prefeitura

 

 

“Em 2018, entre janeiro e maio, recebemos 30 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Em 67% dos casos, o agressor é um membro da família. 45% da violência são praticadas por pais”. Com esses dados, a secretária de Cidadania e Assistência Social, Glaziela Solfa Marques, abriu o evento de lançamento da Campanha “NÃO PODE”.

A Campanha “NÃO PODE”, idealizada pela Prefeitura de São Carlos, visa sensibilizar a população para o enfrentamento do abuso e da violência sexual contra crianças e adolescentes. Coordenada pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social, a Campanha tem apoio das secretarias de Comunicação, Esportes e Lazer, Educação, Saúde e Infância e Juventude e tem o apoio dos Conselhos Tutelar, de Assistência Social e de Defesa da Criança e Adolescente, além da Delegacia de Defesa da Mulher, Defensoria Pública, setor técnico do Judiciário.

“É uma campanha que começa com nosso trabalho concreto do cotidiano e a gente chega nesse dia com uma grande participação de diferentes segmentos e instituições. A partir de hoje, nós começamos a caminhar para um trabalho mais permanente, com encontros sistematizados, formações, rodas de conversas, a exposição itinerante e um calendário programado, envolvendo todos os atores sociais”, disse Glaziela Solfa Marques, secretária de Cidadania e Assistência Social.

Na abertura do evento, foram apresentados dados da Secretaria de Cidadania e Assistência Social dos casos em São Carlos. Em 2017, foram registrados 78 casos. Esse ano, até maio foram 30 casos. Entre os casos de 2018, a incidência é de 10 casos, na faixa etária de 0 a 6 anos; 12 casos, entre 7 e 12 anos e 8 casos na faixa etária de 13 a 18 anos. Na maioria dos casos, 67%, a violência é praticada por familiares da vítima. E o mais grave: o pai é o principal agressor com 45% dos casos. Outros 35% são de padrastos. Os encaminhamentos são feitos via DDM, 48%; Conselho Tutelar 35%, Fórum 10%, Saúde 3% e CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) 3%.

Com frases como “Quando alguém abusa de uma criança, mal a quer”, “Quando alguém seduz uma criança, mal a quer”, a Campanha “NÃO PODE” mostra o que não pode, estimula a denúncia e aponta os canais. “Com certeza é a Campanha com maior importância social que a Secretaria de Comunicação realizou desde o início do governo do prefeito Airton Garcia. Será uma campanha duradoura com apoio de várias secretarias que entenderam a importância de trabalhar essa temática. “NÃO PODE” estará nas ruas, nas escolas, nos centros esportivos, nos mais variados meios de comunicação para chamar a atenção. Como nós vamos resolver esse problema será respondido com as ações. Mas nós vamos trabalhar o assunto. Ele não ficará escondido”, disse o secretário de Comunicação, Mateus de Aquino.

A palestra de lançamento da Campanha foi com a Rachel Brino, psicóloga, docente da UFSCar, especialista em prevenção de maus-tratos contra crianças e violência intrafamiliar e integrante do LAPREV (Laboratório de Análise e Prevenção da Violência). “Ainda há uma subnotificação dos casos de abuso e violência contra crianças e adolescentes. As campanhas são extremamente importantes, pois estimulam a denúncia e aumentam os registros. Esse aumento deve ser comemorado, vai significar que os casos estão chegando e as vítimas estão sendo acolhidas”, afirmou. 

O abuso sexual no esporte também foi abordado no evento. “O assunto deve abranger todos os segmentos. No esporte, o abuso está presente em todas as modalidades, coletivas e individuais. Em muitos casos, quem deve ensinar e orientar, vê as crianças ou adolescentes como uma presa. É uma campanha para envolver toda a população. Enquanto Prefeitura, temos que fazer o nosso papel, estimular a denúncia e dar o encaminhamento correto aos casos. Nós temos que nos preparar. São Carlos é a Capital da Tecnologia, do conhecimento e também será a Capital do combate ao abuso”, enfatizou o secretário de Esportes e Lazer, Edson Ferraz.

“A infância e juventude é o futuro de nosso país. É importante falar sobre o assunto já que a maioria dos casos acontece dentro da família e não chegam para nós. É preciso conscientizar e garantir o acesso ao atendimento”, disse o secretário de Infância e Juventude, Paulo Wilhelm.

Para o prefeito Airton Garcia, a proteção da criança e do adolescente deve ser prioridade. “Temos que priorizar as ações que vão proteger nossas crianças e adolescentes. Essa violência é muito grave e deve ser combatida”, afirmou.

 

ABUSO SEXUAL - Ato praticado por indivíduo com idade superior a da vítima, em que o agressor geralmente usa uma criança ou adolescente para satisfazer seu desejo sexual. Exemplos característicos de situações de abuso: apresentação de material pornográfico, exposição dos genitais, palavras obscenas, toques, sexo oral, genital, anal, etc.

 

EXPLORAÇÃO SEXUAL - É o envolvimento de crianças e adolescentes em ações sexuais para ganhar dinheiro ou outras vantagens. Exemplos característicos de situações de exploração sexual: colocar a criança ou adolescente para fazer sexo para atrair clientes e/ou ganhar dinheiro com isso, usá-la para produzir material pornográfico a ser comercializado, tráfico e turismo sexual.

 

DADOS 2018:

FAIXA ETÁRIA - 2018

0 a 6 anos – 10 casos – 33%

7 a 12 anos – 12 casos – 40%

13 a 18 anos – 8 casos – 27%

AGRESSOR - 2018

Pai – 9 casos – 45%

Padrasto – 7 casos – 35%

Outros – 4 casos – 20%

VÍNCULO FAMILIAR - 2018

Intrafamiliar – 20 – 67%

Extrafamiliar – 10 – 33%

ENCAMINHAMENTOS - 2018

DDM – 48%

Conselho Tutelar – 35%

Fórum – 10%

Saúde – 3%

CRAS – 3%

 

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