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Comitê do Senado dos EUA pede testemunho de Assange, segundo WikiLeaks

Ag Brasil

 

O portal WikiLeaks anunciou nesta quarta-feira (8) que o Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos solicitou ao seu fundador, Julian Assange, que testemunhe na investigação sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

 

A organização publicou em sua conta no Twitter uma carta emitida em 1º de agosto pelo comitê e assinada por seus líderes, o republicano Richard Burr e o democrata Mark Warner, na qual se pede a Assange uma reunião pessoal "a portas fechadas" em local e momento conveniente para as duas partes. A equipe jurídica de Assange está "considerando a oferta, mas o testemunho deve cumprir com um alto padrão ético", escreveu o WikiLeaks no Twitter.

 

O portal publicou e-mails hackeados de propriedade do Comitê Nacional Democrata (DNC) e do presidente da campanha de Hillary Clinton, John Podesta, antes das eleições de 2016. A comunidade de inteligência dos EUA vinculou as publicações de tais e-mails a uma trama mais ampla orquestrada pelo governo russo para interferir nas eleições presidenciais de 2016, a favor do atual presidente, Donald Trump.

 

A avaliação de inteligência americana não classiÚcada divulgada em janeiro de 2017 concluiu com "alta conÚança" que os oÚciais de inteligência russos "transmitiram ao WikiLeaks material adquirido do DNC e altos funcionários democratas". James Comey, então diretor do FBI, testemunhou no ano passado que o WikiLeaks não se comunicou diretamente com os russos, mas usou "algum tipo de atalho".

 

O Comitê de Inteligência do Senado investiga o caso há mais de um ano, enquanto o procurador especial Robert Mueller lidera a investigação federal sobre a interferência russa, que inclui esclarecer se houve coordenação entre a campanha do presidente Trump e Moscou. Assange, que se encontra refugiado na embaixada do Equador, em Londres, desde 2012, expressou recentemente seu temor de ser expulso da instalação diplomática e que as autoridades britânicas o deportem aos EUA, onde pode ser julgado pela publicação de documentos militares e diplomáticos secretos.

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