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Renault Kwid 2018: Impressões ao dirigir

 

Ele chega com a pretensão de ser o “SUV dos compactos” com um preço bem chamativo, linhas simples e joviais, maior altura livre do solo, foco no meio urbano e com custo de manutenção baixo. O Renault Kwid 2018 (confira aqui todas as novidades do lançamento) é a principal aposta da marca francesa no Brasil desde a chegada do Logan ao país, já que a montadora espera uma liderança de vendas dentro da empresa por parte do pequenino.

 

Com preços a partir de R$ 29.990, o Renault Kwid 2018 vem ao mercado brasileiro com muitas modificações em relação ao similar indiano, que não teve bons dias no começo da carreira por conta da segurança. Aqui, a filial teve que trabalhar com uma equipe de 290 pessoas para reverter a imagem do produto, criando uma variante nacional mais reforçada e com itens de segurança adicionais de fábrica, destacando os airbags laterais.

 

Apresentado com marketing eficiente, o Renault Kwid 2018 chamou a atenção de muita gente, acabando por ter uma lista de pedidos renovada no meio do caminho. O primeiro cliente não demorou 4 minutos para ser o primeiro e, na apresentação oficial, acabou ganhando o veículo escolhido. Com direito a fogos de artifício no Allianz Parque, em São Paulo, o subcompacto não esconde que quer (e provavelmente vai) vender bem. Até o método de comercialização será diferente, com vendas exclusivamente pela internet até o fim do ano.

A Renault evita falar em números de produção, mas a fábrica de Curitiba vai trabalhar em três turnos para dar conta do recado. No entanto, quem se interessou pelo carrinho, terá de esperar por entregas entre outubro e novembro. As reservas chegam primeiro às ruas, onde o Kwid não terá vida fácil com nossas ruas e estradas em péssimas condições. Para isso, a montadora fez a versão brasileira rodar mais de um milhão de quilômetros.

Primeiras impressões

O Renault Kwid 2018 tem uma aparência interessante. É moderno sem ser sofisticado. O apelo “SUV” não é tão exagerado como de alguns aventureiros urbanos. As linhas apresentam certa robustez, especialmente na frente com faróis dotados de lentes retangulares (com monoparabola no interior) e grade que mais parece de uma picape. Saias de rodas com proteção e o para-choque traseiro em quase sua totalidade são o máximo que se vê de uma pretensão aventureira.

A suspensão que mantém o veículo a 180 mm do solo não parece exagerada e nem os pneus são de uso misto. Na verdade, são estreitos e pequenos (165/70 R14). Até mesmo o que parece ser uma roda de liga leve (no veículo avaliado), em realidade é uma roda de aço com calota. Os três parafusos também chamam atenção e nos faz lembrar dos Ford Corcel, Delrey e Belina dos anos 70 e 80.

 

A linha de cintura alta é “reforçada” com faixas decorativas na Intense ou apenas elementos para preencher o desenho lateral na Zen. A traseira é bem limpa com lanternas pequenas. O interessante é que, tirando a pretensão de ser o “SUV dos compactos”, o Renault Kwid 2018 não tenta passar outra imagem com seu estilo. Mais honesta com a proposta é o interior, onde o painel revela bem o baixo custo envolvendo o projeto.

A montadora não esconde essa ideia de reduzir custos para oferecer um preço atrativo. O mesmo é em relação ao projeto global do Renault Kwid 2018, que tem comandos dos vidros elétricos colocados no painel, pinos para travamento das portas, capa do airbag do passageiro, coluna de direção e banco do condutor sem regulagem de altura, comandos simplificados, limpador único e articulado do para-brisa, volante sem qualquer comando satélite e mesmo o puxador para abertura do capô mostram que o custo pode ser reduzido nos pequenos detalhes.

 

Mesmo assim, não se engane totalmente com o Renault Kwid 2018. Ele tem um porta-luvas grande – maior que o dos rivais – direção elétrica bem macia, computador de bordo, 14 litros em porta-objetos, abertura elétrica do porta-malas e até multimídia com navegador GPS e câmera de ré. Com exceção dos airbags laterais, evidentemente, não surpreendem em um carro subcompacto, mas não deixam que o pequeno “crossover” seja totalmente desprovido de itens de comodidade e conforto.

Falando nisso, agrada o visual dos bancos na versão Intense, com tecido na parte central e couro sintético nas laterais, além daquele tom de branco que nos fez lembrar do Captur. Na frente os apoios de cabeça são fixos, mas atrás existem três ajustáveis. Com um bom porta-malas para a categoria (290 litros), o Renault Kwid 2018 privilegia o transporte de bagagens em detrimento de maior espaço para quem vai atrás. Lembrou de alguém? O banco traseiro é inteiriço.

 

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